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Experimento do Kit

Observação de células vegetais

Objetivos

Observar células vegetais ao microscópio por meio da análise de diferentes amostras (tomate, cebola e tradescantia), identificando suas principais estruturas e comparando suas características. A atividade permite compreender a organização celular dos vegetais e o papel de técnicas como o uso de corantes na visualização microscópica.

Materiais Necessários

Microscópio monocular
Microscópio monocular

Permite observações com aumentos de 70x, 150x e 400x. Possui lente ocular de 10x e três lentes objetivas de 7x, 15x e 40x. Instruções detalhadas de manuseio estão incluídas.

2 pilhas AA
2 pilhas AA

Embutidas na base do microscópio.

6 lâminas de vidro
6 lâminas de vidro

Lâminas de vidro utilizadas para montagem de amostras no microscópio.

10 lamínulas de vidro
10 lamínulas de vidro

Lamínulas de vidro usadas para cobrir as amostras nas lâminas do microscópio.

1 pinça de ponta fina
1 pinça de ponta fina

Pinça de ponta fina utilizada para manipulação de materiais delicados.

1 lâmina de corte
1 lâmina de corte

Lâmina de corte usada para preparar amostras microscópicas.

1 frasco conta-gotas contendo água
1 frasco conta-gotas contendo água

Frasco conta-gotas contendo água, usado em experimentos de microscopia.

1 frasco conta-gotas contendo azul de metileno a 1%
1 frasco conta-gotas contendo azul de metileno a 1%

Frasco conta-gotas contendo azul de metileno a 1%, usado para coloração de células.

Pedaço de papel de filtro
Pedaço de papel de filtro

Papel de filtro utilizado em experimentos de preparação de amostras.

1 pedaço de papel vegetal milimetrado
1 pedaço de papel vegetal milimetrado

1 cm² dividido em milímetros.

Procedimento

  1. Passo 0

    Inicie pela amostra de tomate e, com o auxílio de uma lâmina de corte, realize cortes superficiais na epiderme de um tomate maduro, obtendo um fragmento de aproximadamente 1 cm em formato triangular. Prepare a lâmina com uma gota de água, posicione a amostra sobre ela e cubra com a lamínula, garantindo uma montagem adequada para observação.
    Imagem do Passo 0
  2. Passo 1

    Observe a amostra ao microscópio, iniciando com a objetiva de 7x e, em seguida, utilizando 15x e 40x, ajustando o foco com o parafuso micrométrico para obter maior nitidez.
    Imagem do Passo 1
  3. Passo 2

    Durante a observação, identifique as estruturas celulares visíveis, como membrana, citoplasma, núcleo e parede celular, e analise por que não foi necessário o uso de corante nessa amostra (considerando a presença de pigmentos naturais, como o licopeno).
  4. Passo 3

    Utilize o papel milimetrado como referência para estimar quantas células estão presentes em uma área de 1 mm², registrando seus resultados.
    Imagem do Passo 3
  5. Passo 4

    Para a amostra de cebola, inicie colocando uma gota de azul de metileno no centro da lâmina de vidro.
    Imagem do Passo 4
  6. Passo 5

    Faça cortes superficiais na epiderme de um catáfilo de cebola e, com o auxílio de uma pinça, retire uma película bem fina, posicionando-a sobre a gota de corante.
    Imagem do Passo 5
  7. Passo 6

    Cubra a amostra com a lamínula, evitando a formação de bolhas de ar, e remova o excesso de líquido com papel de filtro pelas bordas.
    Imagem do Passo 6
  8. Passo 7

    Observe a preparação ao microscópio, iniciando com a objetiva de 7x e, em seguida, utilizando 15x e 40x, ajustando o foco para obter imagens nítidas.
    Imagem do Passo 7
  9. Passo 8

    Durante a observação, identifique as estruturas celulares visíveis, como membrana, citoplasma, núcleo e parede celular, e analise a função do azul de metileno na evidência dessas estruturas, bem como a razão pela qual organelas como mitocôndrias e retículo endoplasmático não são visíveis.
  10. Passo 9

    Compare as células da cebola com as do tomate quanto ao tamanho e à forma e, com o auxílio do papel milimetrado, estime o número de células presentes em uma área de 1 mm² e, a partir dessa estimativa, determine aproximadamente quantas células estariam presentes em um volume de 1 mm³.
  11. Passo 10

    Por fim, colete um pelo estaminal de Tradescantia (manto-de-viúva) e prepare a lâmina conforme o procedimento padrão de montagem.
    Imagem do Passo 10
  12. Passo 11

    Observe a amostra ao microscópio utilizando diferentes aumentos e verifique a ocorrência do movimento do citoplasma (ciclose), analisando como esse movimento se manifesta no interior da célula e registrando suas observações.
    Imagem do Passo 11

Resultados

Espera-se observar células vegetais organizadas e bem delimitadas, com presença de parede celular que confere forma definida às células. Dependendo da amostra, será possível identificar estruturas como membrana celular, citoplasma e núcleo, especialmente quando há contraste suficiente entre as regiões observadas.

No caso do tomate, os pigmentos naturais podem facilitar a visualização das estruturas celulares, dispensando o uso de corantes. Já na cebola, o uso do azul de metileno aumenta o contraste, evidenciando principalmente o núcleo e permitindo uma melhor distinção entre as diferentes regiões da célula.

À medida que se utilizam aumentos maiores, espera-se observar um maior nível de detalhamento das estruturas celulares, embora com redução do campo de visão. Essa variação permite ao aluno compreender a relação entre aumento e nível de detalhe na observação microscópica.

A partir da observação e do uso do papel milimetrado, o aluno pode estimar a quantidade de células presentes em uma determinada área, percebendo a grande quantidade de estruturas microscópicas em pequenos espaços e compreendendo melhor a escala do mundo celular.

Na amostra de Tradescantia, pode ser possível observar a ciclose, caracterizada pelo movimento do citoplasma no interior da célula. Esse fenômeno evidencia que as células são estruturas dinâmicas, nas quais ocorrem processos essenciais para a manutenção da vida.

Curiosidades

A ciclose observada em células de plantas como a Tradescantia é um processo real de movimentação interna do citoplasma, responsável por transportar substâncias dentro da célula. Esse fenômeno mostra que, mesmo em estruturas microscópicas, há intensa atividade, fundamental para o funcionamento e a sobrevivência celular.